Vacina chegou, mas muita calma nessa hora

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Não resta dúvida que as notícias com a chegada da vacina no Brasil encheu de esperança o coração de todos nós, mas sempre lembramos que é preciso muita calma nessa hora. Não é hora da volta do público aos estádios.

Como devem estar acompanhando pelas centenas de reportagens nos mais diversos meios de comunicação, a vacina contra a Covid-19 ainda é para um grupo pequeno de pessoas, só que é um início.

Neste momento, é importante que todos nós tenhamos em mente que precisamos continuar a fazer a nossa parte e não é hora de pensar em voltar aos estádios. Isso vai acabar, mas é preciso esperar. Isso não é política, é preocupação com vocês.

As Dúvidas

O que fazer? Algo que já deveria estar sendo feito há muito tempo e se está sendo feito deveriam estar falando de forma constante e bem clara para os torcedores.

– Qual o planejamento para quando o público voltar?

– O que precisa ser feito?

– Não é hora de mudar o formato de troca de ingresso online para o físico, que só atrapalha?

– A marcação de cadeiras “sim” e “não” que começou a ser feita vai adiantar?

– Em estádios sem cadeiras nas arquibancadas, qual a solução?

– O protocolo de trabalho dos jornalistas vai mudar? Haverá uma liberdade maior ou a herança das dúvidas sobre credenciamento continuarão?

– Como está a manutenção básica dos estádios? Estão planejando algo que possa trazer melhorias para os torcedores?

– De que forma a tecnologia poderia ajudar no processo?

Se estas perguntas não têm resposta, não dá pra reabrir. Existe muita coisa a ser feita e planejada. Esperar para fazer é que não deve ser feito. Se estiverem fazendo algo, de forma significativa, então avisem com o maior número de notícias para todos.

As notícias da preocupação do público e de colocações conflitantes dos órgãos do governo têm provocado incertezas e isso não ajuda em nada.

Na edição da Revista Isto É do início de janeiro – https://istoe.com.br/cautela-e-preocupacao-veja-as-reacoes-ao-apoio-de-bolsonaro-a-volta-do-publico-aos-estadios/  – representantes oficiais novamente falaram que o público deveria ser permitido com 30% da capacidade.  Só que quando observamos diversas opiniões, inclusive sobre o tratamento da Covid-19, nem eles se entendem. Como querer que o público tenha uma definição melhor para escolher?

Já os cientistas e pesquisadores, que estão na linha de frente das pesquisas, alertam e demonstram preocupação em decisões precipitadas, no momento que as esperanças se renovam.

Na reportagem da Isto É foram informados os dados – que são atualizados diariamente, ou seja, são números que já cresceram para mais de 200 mil mortes – do “Consórcio G1, O Globo, Extra, O Estado de São Paulo e UOL com informações das secretarias estaduais de saúde, na última terça-feira foram registradas 1.075 mortes no intervalo de 24 horas. Ao todo, 192.716 faleceram de Covid-19 no Brasil. Também foram confirmados 57.227 novos casos de pessoas que contraíram o vírus até o momento, totalizando 7.564.117 de infectados no país.

No Rio de Janeiro

Uma das grandes reclamações dos torcedores é o número de informações desencontradas. Tem ingresso, não tem ingresso, o preço é esse ou aquele, o portão abre tal hora, precisa trocar ingresso, não precisa trocar, rua aberta e rua fechada. Imagina então quando está envolvida a vida das pessoas. Hora o público é liberado e hora o poder público suspende a decisão.

No dia 13 de janeiro, por exemplo, a Prefeitura informou que o estado liberaria o público, logo depois nova decisão revogando a abertura.

O que fazer? Esperar, gente. Vamos aguentar firme só mais um pouco, porque vai passar. Não é hora de recuar agora.

Na reportagem da CNN Brasil – O prefeito do Rio, Eduardo Paes, anunciou que a decisão de liberar a torcida nos estádios seria revogada. “Através das redes sociais, Paes disse que a medida está correta tecnicamente, de acordo com a secretaria de Saúde, mas que é quase impossível de ser fiscalizada.”

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Post Author: Cristina Dissat

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