De virada: Fluminense 2 x 1 Botafogo

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Clássico teve de tudo e nem tudo. Começando, lógico, pela virada no placar pelo Fluminense que no primeiro tempo perdia por 1 a 0, com gol de Kanu. O jogo estava bem mais para o alvinegro do que para o tricolor, tanto que a torcida protestou bastante no fim da etapa inicial. Os botafoguenses até esqueceram um pouco toda a irritação para conseguir entrar no estádio. (fotos de jogo, Celso Pupo)

Mas veio o segundo tempo, e o Fluminense começou ameaçando, pressionou e o gol saiu com Willian Bigode. Se o Botafogo não estava muito arrumado, a coisa piorou com o empate e dez minutos depois, Luccas Claro virava a partida. Ainda teve o lance incrível de gol perdido por Germán Cano e a preocupação com a lesão de Vitinho, que saiu carregado de campo. As informações sobre o real estado dele ainda não foram passadas pelo Botafogo. Estamos torcendo por ele.

Ai complicou de vez para o Botafogo e o Fluminense começou a controlar mais a partida. Mas falando em se controlar, quanta falta, quanto cartão amarelo (foram 9 ao todo) e ainda a expulsão de Enderson Moreira. Ele precisava ter pensado mais e se controlado porque agora estará de fora no clássico com o Vasco.

Torcidas

As torcidas de Fluminense e Botafogo cantaram bastante, mesmo sem termos um público digno de clássico. Foram 9 mil presentes, 8.408 pagantes e renda de R$ 273.040,00. Para as filas que se formaram do lado fora, esperava muito mais. Um torcedor sinalizou uma questão importante: vem prejuízo de novo ai.

Os setores superiores – tanto Leste quanto Oeste – estavam fechados. O setor Norte, do Fluminense, que teve aviso de esgotado, tinha espaço. Já no Sul, que estava aberto, pouquíssimos torcedores. A concentração foi mesmo no Leste Inferior para o Botafogo e no Norte para o Fluminense.

Confusão no intervalo

Poderia ser trágico, mas estava mais pra cômico. Existe um vão enorme entre os setores Norte e Leste (assim como os demais) e é surreal ver as duas torcidas, correndo para a ponta destes locais para se xingar e esbravejar. Primeiro porque não conseguem se aproximar e ainda dão trabalho para o policiamento, que distribui uns ‘carinhos’ pra galera.

 

Só que depois o que escutamos foram bombas e confusão na Rua das Oficinas. Algo aconteceu lá fora, que não tivemos acesso. Pelas informações que recebemos teria sido briga de torcidas, com intervenção da polícia, e a Rua das Oficinas chegou a ser fechada.

Bilheterias cheias, estádio vazio

Chegamos ao estádio Nilton Santos um pouco antes das sete da noite. Por um lado, seria um horário tarde para chegar para um clássico, mas pelo jeito não foi. Não passamos por engarrafamento e nem a Rua Henrique Schied tinha tanto problema para atravessar. Sinal de um público médio? Outra questão estava intrigando. Será que deixar só duas bilheterias funcionando daria certo? Lógico que não.

Todo mundo conhece os hábitos dos torcedores, ainda mais em um jogo que começa às 8h da noite. Pessoal chega em cima da hora mesmo. Resultado? Duas filas gigantescas tanto na Oeste – para a torcida do Fluminense – quanto na Leste – para a do Botafogo.

Vale comentar que a iluminação tanto na calçada do estádio, quanto dentro das bilheterias está péssima. Na frente do acesso do setor Norte, uma escuridão com algumas luzes piscando. A iluminação da rampa da estação do trem também está desligada. Neste horário, parece uma área abandonada. Quem cuida?

 

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Post Author: Cristina Dissat

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