Botafogo 3 x 1 Fortaleza, de virada

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Tem dias que dá tudo errado, mas tem outros que tudo dá certo, como esse domingo para os botafoguenses. Perfeito. Começou com a preparação para o mosaico, combinado com estouro de papel, o fogo (que está virando a marca registrada dos jogos) e fumaça. Saiu bem planejado, cada um entrando no tempo ideal e que os torcedores puderam ver cada parte sem problemas.

O Jogo

A partida começou com quantidade de acertos e erros semelhantes. Um torcedor (estive lá pelo setor Norte nesta partida) sinalizava em uma das jogadas: “Abre, abre, inverte, inverte o jogo!! Mas também não adianta mesmo, esse lado tá ruim também”.

Era o que ia acontecendo, algumas coisas dando certo e outras dando errado, até o gol do Fortaleza, que o pessoal que estava do meu lado tinha certeza absoluta que estava impedido. Só que o ângulo dali era impossível ter certeza e o VAR validou o gol de Moisés aos 21’. Ainda no primeiro tempo, Erison empatava para a alegria e alívio parcial da torcida.

 

Nos acréscimos ainda um “quase” que só identifiquei porque estava filmando a torcida.

 

Boa parte do segundo tempo, o torcedor talvez prefira que a gente nem fale muito, só “pule” e vá para os minutos finais, onde tudo aconteceu. O gol da virada, com Patrick de Paula e o outro contra de Boeck, ampliando o placar para 3 a 1. Ai foi só festa com luzes nas arquibancadas, jogadores indo ao setor Leste comemorar, Luis Castro se soltando e erguendo os braços para a torcida no fim do jogo e John Textor pegando a bandeira do Botafogo para vibrar com os botafoguenses. Final perfeito e de virada. (fotos de jogo, Celso Pupo)

Público no Nilton Santos

As mudanças no Botafogo estão sendo observadas e vindo de vários pontos, como a volta do público ao Nilton Santos. Foram 23.616 presentes, 21.782 pagantes e renda de R$ 577.386,00. Pode melhorar? Com certeza, mas a diferença é nítida nas últimas partidas.

Em função disso, a CETRio vai precisar rever o trânsito no entorno do estádio. A entrada do estacionamento, mesmo dividida em dois portões, provocou um enorme congestionamento que chegou até a Rua 24 de Maio, passando pela Rua Piauí e pelo viaduto em cima da linha férrea. Foi complicado chegar.

Organização e Planejamento

Mudanças visíveis estão acontecendo.  Não conversamos com ninguém sobre isso, mas estamos observando. O número de pessoas trabalhando nos jogos aumentou muito, incluindo seguranças e atendimento.

Há um planejamento melhor para chamar a atenção dos torcedores de áreas com menos apelo. Neste jogo, por exemplo, em que optamos por começar a cobertura dentro do Setor Norte, que tem tido menor interesse, havia um pequeno palco e música, sem falar nos vários pontos de venda de bebidas, coxinha e pizza.

Uma estrutura maior na entrada e elevadores, sem falar em mais gente na comunicação, filmando, organizando e registrando. O que aproveitamos para lembrar é que a ideia é ampliar o alcance a nível internacional, como já está sendo feito com hashtag em inglês.

É importante melhorar a estrutura de trabalho da imprensa, com balcões onde a gente possa sentar e acompanhar o jogo, porque atualmente ou a gente se senta ou vê a partida. Sem falar nas conexões, não só para a imprensa, mas de uma forma geral. Hora de estimular todos a espalhar a informação, seja pelas mídias independentes, influenciadores, imprensa e o público em geral. Para isso, é preciso uma internet que funcione.

Lógico que tudo tem seu momento e sua fila de prioridades, mas pelo que estamos acompanhando elas estão acontecendo e não mais sendo colocadas de lado.

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Post Author: Cristina Dissat

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