Botafogo Perde de Virada para o Goiás por 2 a 1

Facebooktwitterpinterest

Dizem que existem duas leis que tardam, mas nunca falham. Uma delas é a lei do retorno, e a outra, com toda certeza, é a lei do ex, que foi aplicada hoje no Estádio Nílton Santos, ajudando o Goiás a conquistar a vitória, com dois gols de Pedro Raul, ex-atacante alvinegro, que defendeu o clube em 2020 e saiu do banco de reservas para definir a partida. (fotos Vitor Silva/Botafogo)

Mas é bom ter atenção a essa “lei”. As trocas entre as equipes estão cada vez mais frequentes,  principalmente entre os técnicos, e fica difícil saber quem não é mais ex de quem.

Agora, o Glorioso vai ter que se recuperar jogando longe de seus domínios, frente o vice-líder Palmeiras, na próxima quinta-feira (09/06), às 19h, em São Paulo.

Nas arquibancadas, a reação no apito final era previsível. Apesar das vaias e dos gritos de “time sem vergonha”, a gente sabe que é uma reação de insatisfação.

O Jogo

Gosto amargo. Essa deve ter sido a sensação dos alvinegros, que se deslocaram até o Nilton Santos, nesta gelada segunda-feira à noite, e voltar para casa tendo passado pelo G4 e mudado a posição na tabela.

A partida começou movimentada e com muito perde e ganha, principalmente no setor do meio campo. Explorando mais os contra ataques, parando muito as jogadas com faltas, a equipe goiana não conseguiu se manter muito presente no campo ofensivo. Caio teve a chance de finalizar cara a cara com Gatito aos 11’, e Maguinho aos 39’ quase surpreendeu com um golaço.

O Botafogo, com mais posse de bola, martelou e criou boas oportunidades de marcar com Victor Sá aos 36’ e Oyama aos 42’, e quando o torcedor já se inquietava nas arquibancadas, o gol saiu. Daniel Borges cobrou escanteio e Víctor Cuesta completou de cabeça aos 45’.

Era o que faltava para a torcida aumentar o ritmo e ir para o intervalo com a certeza de que o resultado viria. Ledo engano. O Alvinegro voltou em cima, mas não conseguiu marcar, e o Goiás continuou perigoso nos contra-golpes, até Pedro Raul entrar aos 19’, empatar aos 28’, após bela assistência de Fellipe Bastos, e virar o jogo dez minutos depois, aos 38’, estabelecendo números finais e deixando a torcida enfurecida.

No fim, o Botafogo ainda tentou na base do abafa, mas a ansiedade pareceu atrapalhar. Ao menos não faltou entrega, mas a torcida não deixou barato e chamou o time de sem vergonha ao fim do apito final. (Foto Vitor Silva /Botafogo)

 

Público e Renda

 

O Nilton Santos recebeu um bom público: 30.954 presentes, sendo 29.133 pagantes. A renda foi de R$ 678.070,00.

 

Algumas ações foram feitas no pré-jogo com DJ no Setor Leste, o que vem fazendo parte das estratégias de marketing do Botafogo. O problema é que qualquer atividade acabam deixando de ser valorizada quando o placar não ajuda. Nessa hora, o torcedor esquece de tudo de bom. É preciso lembrar que o momento do Botafogo é de recuperação e pra isso é preciso de tempo.

 

Por Bruno Sadock – repórter do Fim de Jogo, integrante do projeto da DC Press / Fimdejogo e da Universidade Veiga de Almeida. Supervisão Cris Dissat.

 

Facebooktwitterpinterest

Post Author: Equipe Fimdejogo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.