Live da FERJ: Retorno da Torcida aos Estádios

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A Federação Carioca de Futebol (FERJ) realizou, nesta terça-feira, 22 de setembro, uma live para debater o retorno da torcida ao Maracanã.

Foram quase duas horas de conversa e muitas questões importantes ainda ficaram sem respostas:

  • Como será, de fato, todo o processo no entorno do Maracanã?
  • Como evitar que os torcedores se aglomerem na rampa do metrô?
  • Como evitar a movimentação nos bares com aglomeração?
  • A circulação dos ambulantes?
  • A quantidade de funcionários trabalhando no Maracanã?
  • Venda de ingressos e funcionamento das bilheterias (essa apuramos, mas não foi falado na live)
  • Os custos para abrir o estádio.

Todas essas questões já poderiam, se não definidas, estarem mais claras. Afinal, a ideia é ter a presença de torcedores no estádio a partir do dia 4 de outubro, no jogo entre Flamengo x Athlético Paranaense.

A live teve a participação de Rubens Lopes (Presidente da FERJ), de Gutemberg de Paula (Secretário de Ordem Pública), de Ronaldo Lima (Secretário Nacional de Futebol), de Severiano Braga (Gerente de Operações do Maracanã) e de Eraldo Leite (Jornalista e presidente da ACERJ), mediados pelo Wellington Campos.

O que Será Feito

Segundo a FERJ, o Maracanã está pronto para receber o torcedor. O objetivo é seguir o protocolo “Jogo Seguro” que foi implementado para a volta do Campeonato Carioca e liberar 30% de cada setor do estádio. Lembrando que no Carioca não tinha público.

O presidente da federação, Rubens Lopes, acredita que esse é o caminho e não vê nenhum empecilho para o retorno do torcedor.  No entanto, ele informou que tudo vai depender do aval da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do gestor local. São eles quem vão decidir e aprovar o retorno.

Alguns dos pontos destacados durante a live foram:

  • Intensificar a conscientização da população;
  • Manter o protocolo de segurança: uso de máscara e de álcool gel, evitar aglomerações;
  • Lugares marcados;
  • Cartazes de orientação e sinalização para os torcedores;
  • Neste primeiro momento, crianças e idosos não poderão ir aos jogos;
  • Falaram sobre recomendar a aglomeração na saída. Como?

A campanha de conscientização e todas essas medidas são importantes, claro. Mas sabemos, também, que, desde o início da pandemia, não vem sendo fácil fazer as pessoas compreenderem a importância delas. As praias lotadas são um exemplo disso. Em entrevista, que circulou essa semana, o prefeito Crivella disse que precisava esvaziar as praias. Será, então, que é colocando muita gente junta em um só local?

Todos queremos e sentimos falta dos torcedores nos estádios. Mas, com mais de 17.727 mortes e 252.046 casos confirmados no Rio de Janeiro (até o dia 21/9) será que esse é o momento? Enquanto isso, na Inglaterra, no mesmo dia, foi divulgado que diversas atividades foram suspensas e talvez ocorra outro lock down.

Outras Questões*

  • A informação é que o estádio inteiro estará aberto para o funcionamento de 30% – ou seja, os gastos serão altos. Rubens Lopes inclusive, durante a live, citou uma reabertura de comércio em outro estado, cogitando aumentar para 40% da capacidade.
  • Foi comentado que existe a ideia de não liberar para menores de 12 anos e maiores de 60, ou seja, é a faixa de gratuidade por lei.
  • Os ingressos devem ser vendidos online e sem troca na bilheteria, ou seja, então era só ter estudado a questão anteriormente e evitado as filas para troca de ingressos, que aconteciam nos jogos.
  • O estádio precisará ser aberto com mais antecedência, ou seja, mais horas trabalho das equipes, mais gastos para a abertura que precisará ser bancado por alguém, ou no valor do ingresso.
  • Solicitaram apoio da imprensa na divulgação para seguir as regras. Boa parte da imprensa não é a favor da reabertura dos estádios.
  • É difícil ter um protocolo que atualmente limita o número de jornalistas na cobertura e agora abre para 20 mil pessoas dentro do estádio.

E você, o que acha? Se sente seguro para voltar ao Maracanã?

 

 

*a editora Cris Dissat, colaborou nas análises.

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Post Author: Patricia Bernardo

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