A Saúde da Mulher no Futebol

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Geralmente quando o assunto é o futebol, os homens estão no foco das principais informações, talvez, por isso, ainda exista muita coisa a ser analisada e avaliada no cenário feminino.

A saúde da mulher no esporte exige também um acompanhamento individualizado para atender às necessidades de cada atleta. Esse foi um dos principais pontos destacados por Luciana Janot, Paula Benaion, Catarina Garcia e Flavia Magalhães durante um debate sobre o tema, no Cardiofut que aconteceu recentemente no Maracanã, reforçando a importância de compreender as particularidades do corpo feminino para oferecer um cuidado mais adequado às esportistas.

Ciclo Menstrual e Anticoncepcionais no Esporte

O ciclo menstrual é um dos assuntos que sempre precisa de acompanhamento e avaliação e estão nas discussões dos especialistas. As especialistas ressaltaram que cada mulher reage de forma diferente às alterações hormonais, tornando fundamental um acompanhamento para identificar necessidades específicas e orientar o treinamento e o cuidado com a saúde.

Outro tema em pauta é o uso de anticoncepcionais. A indicação deve ser personalizada, especialmente para atletas que apresentam cólicas intensas ou fluxo menstrual aumentado, sempre considerando as características clínicas e os objetivos de cada paciente.

Os Desafios e Desigualdade de Acompanhamento no Futebol

As especialistas também chamaram atenção para a escassez de pesquisas sobre a saúde da mulher no esporte, especialmente no futebol. Segundo elas, essa lacuna limita o desenvolvimento de estratégias baseadas em evidências para prevenção de lesões, acompanhamento clínico e otimização do desempenho no futebol.

Outro desafio apontado foi a desigualdade de estrutura entre o futebol feminino e o masculino. Embora haja avanços, muitas equipes femininas ainda enfrentam dificuldades de acesso a exames, equipes multidisciplinares e recursos adequados para treinamento e recuperação.

Em um período que antecede à Copa do Mundo Feminina no Brasil em 2027 discutir sobre o tema é cada vez mais essencial, por isso fizeram parte de mesas redondas CardioFut 2026.

 

Por Ana Luiza Lopes (Integrante do Projeto Fim de Jogo/DC Press e da Universidade Veiga de Almeida. Supervisão: Daniela Oliveira). Edição: Cris Dissat.

 

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Post Author: Equipe Fimdejogo