Deu Tudo Certo: Bolívar Perde, Flu Vence e se Classifica para as Oitavas

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O Fluminense chegou na última rodada da Fase de Grupos da Libertadores precisando vencer para se classificar para as Oitavas de Final da competição e torcendo para um tropeço do Bolívar. Pela frente, o Deportivo La Guaira, no Maracanã. E deu tudo certo: vitória por 3 a 1 e o time boliviano não venceu – também perdeu por 3 a 1. Mas o torcedor teve que esperar um pouquinho para comemorar, já que o jogo do Fluminense terminou antes da partida do Bolívar. No final, foi só festa.  (Foto: Celso Pupo/DC Press/Fim de Jogo)

Gol Cedo, Pouco Futebol e Apreensão nos 90 minutos

Era natural que o Fluminense começasse o jogo indo para cima do adversário. Só a vitória interessava e não tinha outra alternativa. E, para alegria do torcedor, o gol saiu cedo. Mas não sem uma apreensão primeiro.

O árbitro marcou pênalti e, depois de uma demora considerada, foi ao VAR. No final, confirmou a penalidade e Savarino colocou o tricolor na frente. Só que no lance seguinte, uma bobeira do time e o La Guaira empatou o jogo.

O torcedor perdeu a paciência, que já estava no limite. E aí toda jogada que o Fluminense perdia, vinha uma sonora reclamação das arquibancadas. Para acalmar os ânimos, Hércules marcou o segundo recolocando o tricolor na frente do placar. Ao final da primeira etapa, os torcedores reconheceram o esforço dos jogadores e aplaudiram o time.

Os 45 minutos finais foi um teste para cardíaco para os tricolores. Apesar de vencer, o time não jogava tão bem e dava uns sustos no torcedor. Muitas bolas perdidas e indecisões que irritavam as arquibancadas. Mas aí veio o terceiro gol com Cannobio. Torcida um pouco mais tranquila? Mais ou menos. O nervosismo continuou e a chateação com os erros da equipe também. Mas ao apito final, com a vitória e o resultado do outro jogo ajudando, a torcida pôde comemorar.

Um Olho no Maracanã e Outro no Jogo do Bolívar

O torcedor teve que dividir a atenção não só com o que acontecia no Maracanã. Era preciso ficar atento ao jogo do Bolívar contra o Rivadavia. No intervalo, o Rivadavia abriu o placar e a torcida foi ao delírio nas arquibancadas. Com o resultado no Maracanã e a derrota do time boliviano, o tricolor avançava na competição.

No segundo tempo, era um olho no Maracanã e o ouvido no radinho. E, de repente, uma explosão de comemoração vinda das arquibancadas: mais um gol do Rivadavia. Mesmo anulado, a torcida não desanimou. O empate ainda era importante para o Fluminense.

O jogo do Fluminense terminou um pouco antes de Rivadavia e Bolívar. Então, o torcedor teve que esperar mais uns minutinhos para comemorar sem medo. Aí, nos acréscimos, o Rivadavia marcou o segundo e depois o terceiro. Era o que faltava para a torcida “explodir” de vez. Aí foi só comemorar.

A Torcida e o Público e Renda

Se fora do estádio o clima não parecia de decisão, dentro dele a torcida fez a parte dela. Na entrada dos times em campo, os tricolores soltaram a voz e com luzes vermelhas e verdes fizeram uma bonita festa.

A expectativa era de um bom público, já que os ingressos estavam com valores promocionais e pelo menos 40 mil ingressos haviam sido emitidos. No total, estiveram presentes no Maracanã 42.240 torcedores, sendo 40.549 pagantes e renda de R$ 565.354.

Antes da Bola Rolar

A tendência é que em partidas como essa a mobilização seja grande. O torcedor procura chegar cedo e prepara uma grande festa. Mas, mesmo sendo um jogo decisivo para o Tricolor, a chegada dos torcedores foi bem devagar e nem parecia um jogo do tamanho que era.

Esperávamos ver a torcida recebendo o time de forma calorosa, mesmo do outro lado da grade. Afinal, o Fluminense precisava do resultado para avançar na competição. Mas não vimos isso.

A chegada dos torcedores até começou relativamente cedo, por volta das 18h, mas não de forma tão intensa. Só melhorou lá pelas 20h, com uma concentração maior nos acessos ao setor Sul. É bem verdade que o torcedor do Fluminense costuma chegar mais em cima da hora e demorar a entrar no estádio, tanto que eram mais de 21h e as arquibancadas ainda não estavam cheias.

Cobertura Patrícia Bernardo, repórter do Fim de Jogo, Jonatha Crispim, integrante do Projeto Educacional DC Press/Fim de Jogo e Veiga de Almeida, Celso Pupo, fotógrafo

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Post Author: Patricia Bernardo