O Fluminense chegou na última rodada da Fase de Grupos da Libertadores precisando vencer para se classificar para as Oitavas de Final da competição e torcendo para um tropeço do Bolívar. Pela frente, o Deportivo La Guaira, no Maracanã. E deu tudo certo: vitória por 3 a 1 e o time boliviano não venceu, também perdeu por 3 a 1. Mas o torcedor teve que esperar um pouquinho para comemorar, já que o jogo do Fluminense terminou antes da partida do Bolívar. No final, foi só festa. (Foto: Celso Pupo/DC Press/Fim de Jogo)

Era natural que o Fluminense começasse o jogo indo para cima do adversário. Só a vitória interessava e não tinha outra alternativa. E, para alegria do torcedor, o gol saiu cedo. Mas não sem uma apreensão primeiro.
O árbitro marcou pênalti e, depois de uma demora considerada, foi ao VAR. No final, confirmou a penalidade e Savarino colocou o tricolor na frente. Só que no lance seguinte, uma bobeira do time e o La Guaira empatou o jogo.
Não pode video, mas pode áudio, certo? O som da torcida no gol de Savarino #libertadores @fimdejogo pic.twitter.com/ToSQKFBKOJ
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O torcedor perdeu a paciência, que já estava no limite. E aí toda jogada que o Fluminense perdia, vinha uma sonora reclamação das arquibancadas. Para acalmar os ânimos, Hércules marcou o segundo recolocando o tricolor na frente do placar. Ao final da primeira etapa, os torcedores reconheceram o esforço dos jogadores e aplaudiram o time.
Os 45 minutos finais foi um teste para cardíaco para os tricolores. Apesar de vencer, o time não jogava tão bem e dava uns sustos no torcedor. Muitas bolas perdidas e indecisões que irritavam os torcedores nas arquibancadas. Mas aí veio o terceiro gol com Cannobio para deixar a torcida um pouco mais tranquila? Mais ou menos. O nervosismo continuou e a chateação com os erros da equipe também. Mas ao apito final, com a vitória e o resultado do outro jogo ajudando, a torcida pôde comemorar.

Um Olho no Maracanã e Outro no Jogo do Bolívar
O torcedor teve que dividir a atenção não só com o que acontecia no Maracanã. Era preciso ficar atento ao que acontecia com o Bolívar que jogava com o Rivadávia. No intervalo, com o gol do Rivadavia em cima do Bolívar, a torcida foi ao delírio nas arquibancadas. Com o resultado no Maracanã e a derrota do time boliviano, o tricolor avançava na competição.
No segundo tempo mais uma explosão da torcida do Fluminense que parecia um gol do tricolor. O Rivadávia havia feito o segundo, mas o árbitro anulou. Mas o empate do Bolívar ainda era importante para o Fluminense.
O jogo do Fluminense terminou um pouco antes de Rivadavia e Bolívar. Nos acréscimos, o Rivadavia marcou o segundo e a torcida “explodiu”. Aí foi só comemorar.
A Torcida e o Público e Renda
Se fora do estádio o clima não parecia de decisão, dentro dele a torcida fez a parte dela. Na entrada dos times em campo, os tricolores soltaram a voz e com luzes vermelhas e verdes fizeram uma bonita festa.
A expectativa era de um bom público, já que os ingressos estavam com valores promocionais e pelo menos 40 mil ingressos haviam sido emitidos. No total, estiveram presentes no Maracanã 42.240 torcedores, sendo 40.549 pagantes e renda de R$ 565.354.

Antes da Bola Rolar
A tendência é que em partidas como essa a mobilização seja grande. O torcedor procura chegar cedo e prepara uma grande festa. Mas, mesmo sendo um jogo decisivo para o Tricolor, a chegada dos torcedores foi bem devagar e nem parecia um jogo do tamanho que era.
Esperávamos ver a torcida recebendo o time de forma calorosa, mesmo do outro lado da grade. Afinal, o Fluminense precisava do resultado para avançar na competição. Mas não vimos isso.
A chegada dos torcedores até começou relativamente cedo, por volta das 18h, mas não de forma tão intensa. Só melhorou lá pelas 20h. É bem verdade que o torcedor do Fluminense costuma chegar mais em cima da hora e demorar a entrar no estádio. Mais de 21h e as arquibancadas ainda não estavam cheias.
Fluminense chegou #libertadores @fimdejogo pic.twitter.com/voCAwKfaVI
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Cobertura Patrícia Bernardo, repórter do Fim de Jogo, Jonatha Crispim, integrante do Projeto Educacional DC Press/Fim de Jogo e Veiga de Almeida, Celso Pupo, fotógrafo