Jogo das Estrelas Transforma o Futebol em Solidariedade, Celebração e Memória

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O Jogo das Estrelas é daqueles eventos em que o futebol serve como ponto de partida, mas nunca como limite. Em 2025, mais uma vez, o JDE reafirmou sua força simbólica ao reunir gerações dentro e fora de campo e consolidar seu papel na cidade: o evento passou a integrar oficialmente o calendário do turismo do Rio de Janeiro, reconhecido não apenas como espetáculo esportivo, mas como patrimônio cultural e afetivo da cidade.

A notícia foi divulgada no gramado do Maracanã.

No centro de tudo está Zico, que só tem um defeito: achar que ele é uma pessoa comum. Encontrar com ele, é uma celebração que deixa os fãs em um estado difícil de descrever.

Mais do que protagonista, ele é o eixo em torno do qual o Jogo das Estrelas se organiza: o Zico All-Star Game. Cada toque na bola, cada aproximação com o público e cada gesto em campo carregam o peso de uma história que atravessa décadas. Como contou Junior Coimbra, filho do ídolo e organizador do Jogo das Estrelas, ele só precisa chegar e como vários depoimentos “é impossível recusar a um pedido dele”.

Junior organiza tudo com um carinho que transmite para toda a equipe, que começa a trabalhar muito cedo no Maracanã, com diversas atividades paralelas até o início do primeiro jogo, com as celebridades, até o fechamento do estádio.

A edição de 2025 reuniu nomes que ajudam a contar a história recente e passada do futebol brasileiro.

Estiveram em campo e nos bastidores Romário, Júnior Maestro, Petkovic, Adriano, Arrascaeta, Pedro, Renato Gaúcho e vários jogadores internacionais.

Só no Jogo das Estrelas para ver uma troca de passes entre Zico, Arrascaeta, Jorginho e Adriano. Ou um cruzamento de Junior para um golaço de bicicleta de Pedro. E para os rubro-negros presentes foi mágico o encontro da geração de 1981 e 2025 com as taças da Libertadores e do Campeonato Brasileiro.

 

Essa mistura mágica de ex-jogadores, ídolos de diferentes épocas e personalidades convidadas é a grande característica desse evento beneficente que só termina no ano seguinte, com a entrega das doações.

Dentro de campo, o placar foi novamente coadjuvante. O que importou foram os gestos: um passe que remete aos anos 1980, uma tabela que arranca aplausos imediatos, um chute defendido mais pela lembrança do que pela dificuldade técnica. As dificuldades, provocada pela idade de alguns jogadores, são motivo de aplausos e reconhecimento.

E estar no Maracanã sem estresse, sem preocupação e só para curtir o momento. Além das partidas, a Escola de Samba Portela entrou literalmente em campo para animar as arquibancadas.

Nos bastidores, o Jogo das Estrelas mostra sua outra face. Corredores tomados por reencontros, conversas interrompidas por abraços, histórias repetidas com prazer e muitas entrevistas. A proximidade com tantos ídolos não consegue distanciar das perguntas sobre o que acontece no momento do futebol.

E como não se impressionar com a resenha no banco de reservas com Zico, Arrascaeta, Pedro, Jorginho, Rafinha e Adriano?

A arquibancada acompanha esse roteiro com precisão. Famílias, estreias de pais, filhos e netos, como os meus, Lucas e Helena, que entraram pela primeira vez a um jogo de futebol, levando pelos pais (meus filhos) Daniel e André. Não dá para deixar de contar que várias coisas são clássicas no Jogo das Estrelas, como as vaias para Renato Gaúcho e a foto de toda a equipe de trabalho que acompanha Junior Coimbra.

O reconhecimento do Jogo das Estrelas como parte do calendário oficial do turismo do Rio de Janeiro reforça aquilo que o público já sabia. O evento deixou de ser apenas um jogo festivo para se tornar um acontecimento da cidade, capaz de mobilizar torcedores, visitantes e diferentes setores em torno do futebol, da solidariedade e da memória esportiva.

É um programa que já está na agenda não só dos cariocas, mas para os milhares de turistas que estão pela cidade. Com ele, o calendário do futebol está encerrado no ano.

Ao final, permanece a sensação de que há jogos que não se encerram no apito final. Com Zico saindo para agradecer, cumprimentar e fotografar com os fãs que ficam até bem depois do apito final.

Alguns jogos passam, enquanto outros entram para a história, inclusive a nossa.

 

Cobertura: Cris Dissat, Celso Pupo (fotógrafo), Rodrigo Pinho e Rafael Barros (integrante do Projeto Educacional do FimdeJogo/DC Press e a Universidade Veiga de Almeida, supervisão Daniela Oliveira)

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Post Author: Cristina Dissat