Prêmio Brasil Olímpico: Sempre um Momento Especial do Esporte

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A Cidade das Artes, na Barra, voltou a ser ponto de encontro do esporte olímpico brasileiro em uma noite que, mais do que premiar, reuniu histórias. O Prêmio Brasil Olímpico 2025 teve todos os elementos de sempre, como a luz, palco, protocolo, mas, como costuma acontecer, o que mais marcou ficou fora do roteiro.

Logo na chegada, aquele clima que o @fimdejogo já tinha antecipado em rede social: bastidor, montagem, expectativa. “A primeira das 4 pra montar o troféu. Cada vez mais tendo certeza que amo esse clima olímpico.” Não é sobre a estatueta em si, é sobre o que ela representa. E isso se sente antes mesmo de a cerimônia começar.

Outro ponto fundamental nas premiações do Comitê Olímpico do Brasil está na liberdade de circulação. Atletas, convidados, celebridades e jornalistas estão juntos, sem as separações que muitas vezes são vivenciadas em situações semelhantes no futebol.

Encontros e Referências

Nos corredores, atletas de modalidades diferentes se cruzam como velhos conhecidos. Alguns são mesmo. Outros só se reconhecem ali, naquele ambiente comum que o ciclo olímpico cria.

E, no meio disso tudo, a presença de Zico funcionou como uma espécie de elo simbólico. Não é um atleta olímpico, mas é difícil pensar o esporte brasileiro sem ele. Zico circula com naturalidade, conversa, observa, e, de certa forma, legitima aquele encontro de gerações.

Os nomes da vez

No palco, o reconhecimento formal:

  • Melhor Atleta do Ano (feminino): Maria Clara Pacheco (taekwondo)
  • Melhor Atleta do Ano (masculino): Caio Bonfim (atletismo)
  • Equipe do Ano: conjunto de ginástica rítmica
  • Atleta da Torcida: Gabi Guimarães e João Fonseca
  • Atleta Revelação: Rebeca Lima (boxe)
  • Melhor Treinadora: Gianetti Bonfim
  • Melhor Treinador: Diego Ribeiro
  • Clube do Ano: Esporte Clube Pinheiros
  • Troféu Adhemar Ferreira da Silva: Robert Scheidt

Os nomes ajudam a contar o momento do esporte brasileiro: um equilíbrio entre quem já se consolidou e quem começa a ocupar espaço com consistência.

Mas, como costumamos mostrar,  inclusive em registros de edições anteriores com atletas recebendo seus troféus,  a premiação nunca é só sobre quem sobe ao palco. É também sobre quem está ali, presente, compondo esse mosaico.

O que não passa na transmissão

Há sempre um segundo evento acontecendo ao mesmo tempo. Ele está nas conversas rápidas, nas fotos improvisadas, no técnico que observa à distância, no atleta jovem que se aproxima de quem até pouco tempo era apenas referência. Está nesse “clima olímpico” que sempre procuramos mostrar nas coberturas ao vivo, principalmente no Twitter.

Não por acaso, a cobertura do perfil raramente é protocolar. É mais próxima, mais sensorial. Um registro que entende que o esporte não se esgota no resultado.

Uma história que se renova

Criado pelo Comitê Olímpico do Brasil em 1999, o Prêmio Brasil Olímpico se consolidou como a principal celebração do esporte olímpico nacional. Ao longo dos anos, acompanhou diferentes gerações, de nomes como Gustavo Kuerten e Daiane dos Santos até os protagonistas mais recentes.

No fim, o que fica

Ao sair da Cidade das Artes, a sensação não é apenas de encerramento, é de continuidade. O esporte brasileiro segue em movimento, entre ciclos, histórias e personagens que se cruzam. O esporte olímpico tem outra pegada, outro sentimento e que se confirma quando os segundos e terceiros lugares têm tanta importância quanto a medalha de ouro.

E talvez o maior acerto do Prêmio Brasil Olímpico seja justamente esse: criar um espaço onde tudo isso aparece junto. No palco, nos bastidores e, como sempre procuramos mostrar, no clima.

 

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Post Author: Cristina Dissat