Em final é preciso entrar concentrado os 90 minutos. Era isso que a torcida esperava do Flamengo nesta quinta-feira, no Maracanã, contra o Lanús, pela Recopa Sul-Americana 2026. Mas a atuação do time não foi a das mais empolgantes. No jogo em que Filipe Luís completava 100 jogos como treinador, não faltou vontade, mas o futebol esteve abaixo. Um erro no primeiro tempo quase desandou tudo de vez, mas o rubro-negro virou o jogo, vencendo no tempo normal por 2 a 1 e levando para a prorrogação. Nos 15 minutos finais da prorrogação, o Flamengo não teve pernas e o Lanús marcou duas vezes. Placar final do jogo: 3 a 2. Placar agregado: 4 a 2. (Fotos: Celso Pupo – DC Press/Fim de Jogo)

Erro e Virada na Etapa final
O Flamengo precisava vencer por dois gols de diferença para conquistar o título sem levar para os pênaltis. E até começou a partida tentando ir para cima e tendo oportunidade de abrir o placar. No lance mais claro, Plata arrancou no meio de campo, avançou para dentro da área, mas acabou mandando para fora. Tinha sido a melhor oportunidade do Flamengo no primeiro tempo.
No futebol tem a famosa frase clichê – quem não faz leva, e ela se concretizou ainda na etapa inicial. Plata perdeu lá na frente e a defesa falhou lá atrás, em uma lambança generalizada. Depois de um ataque do Flamengo, a bola voltou para Rossi, que estava fora da área, que devolveu para Ayrton Lucas. O lateral não conseguiu chegar e o Lanús aproveitou: 1 a 0.
O torcedor não perdoou e as vaias começaram. Os ânimos amenizaram um pouco quando o árbitro marcou pênalti para o rubro-negro. Arrascaeta cobrou e empatou o jogo. No final da etapa foi um misto de vaias e aplausos.
O desenho do segundo tempo foi o mesmo do primeiro. O rubro-negro tentando, pressionando, mas não conseguia aproveitar as chances. O Lanús, por sua vez, fez o que vinha fazendo: se defendia e esperava um errinho. E parecia que os jogadores estavam querendo testar o coração do torcedor porque era cada mini infarto.
As chances iam surgindo, mas o Flamengo não conseguia aproveitar. Até o pênalti em cima de Arrascaeta, que incendiou o Maracanã. Depois de uma demora absurda, Jorginho cobrou e colocou o rubro-negro na frente: 2 x 1, levando para a prorrogação. Mas os sustos não acabaram, viu? Lanús ainda mandou bola na trave.

Prorrogação
A prorrogação foi um espelho do jogo inteiro: o Flamengo tentando, o Lanús se defendendo e esperando o vacilo rubro-negro. Não foi um vacilo daqueles grandes, mas em cobrança de escanteio já no segundo tempo da prorrogação, o time argentino marcou duas vezes. O placar final do jogo: 3 a 2 e o título com o Lanús.
A torcida não perdoou e vaiou muito o time e o técnico Filipe Luis.

Muita Chuva e um Pouco de Cobrança Também
A chuva hoje resolveu participar da festa. O tempo inteiro. Por volta de umas 17h30, ela caiu em alguns pontos do Rio, e na hora da chegada do torcedor rubro-negro ao Maracanã ela caiu de vez. Conforme a torcida ia chegando a chuva também apertava. O pessoal que vende capa de chuva deve ter faturado nesta quinta-feira.
A chuva chegou a diminuir um pouco, mas logo depois voltava a apertar. Ficou oscilando durante todo o jogo. Tinha hora que chovia demais, aí diminuía e voltava a ficar forte. Foram 90 min e prorrogação de chuva. Isso também atrapalhou bastante o jogo. A bola rolava com dificuldade.
Em meio a muita água, a torcida também não deixou de cobrar. Assim como no último jogo, os rubro-negros pediram raça e cantaram que para jogar no Flamengo tem que ter disposição antes e depois da bola rolar. O protesto foi um pouco mais comedido antes do jogo, mas depois do apito final, o torcedor não perdoou: sobrou para jogador e, principalmente, o técnico Filipe Luís, que pela primeiro vez ouviu os xingamentos dos torcedores.
Público e Renda
Um excelente público na final: 64.470 presentes e renda de R$ 8.692.290,00. A Conmebol não divulga público pagante.


