A Final da Libertadores trouxe muitos torcedores de todos os cantos do Brasil e do mundo para Lima durante toda a semana que antecedeu a partida.
Os caminhos, as aventuras, as expectativas… tudo em uma final mexe e rendem histórias que ficarão para sempre na história de milhares de rubro-negros.
Nesta reportagem, o jornalista Rodrigo Pinho, que está credencidado pela Conmebol para a final, vai contar um pouco do que acompanhou e viveu no Peru antes do jogo decisivo.
Chegada a Lima
Rodrigo Pinho, de Lima
Quando aterrisei em Lima, a cidade já estava bem cheia. Eram vistos nas ruas de Miraflores, bairro da capital, diversos torcedores, principalmente do Flamengo. A presença de palmeirenses era ainda tímida.
Já durante o dia, as ruas estavam bem movimentadas e o ponto de encontro dos rubro-negros era o Shopping Larcomar, um lugar famoso por sua vista impecável para o Oceano Pacífico.
Quando a noite chegava, o caminho mudava um pouco e os torcedores se reuniam no Calle de Las Pizzas, um local repletos de restaurantes e um grande espaço, democrático onde os torcedores levavam suas bebidas. Era o momento de cantar, fazer festa com sinalizadores e tentar colocar pra fora toda a ansiedade da data que se aproximava.
Foi neste neste clima que o Flamengo chegava em Lima. Depois do AeroFLA na despedida no Rio, era hora de receber o time na cidade. Para isso, as lideranças de organizadas e embaixadas promoveram uma grande caminhada até o Calle para o Hotel Hilton, onde o Flamengo ficou hospedado.


Na frente do hotel o movimento era intenso desde o começo da noite, com torcedores se aglomerando na grade e aguardando a chegada dos jogadores. O tempo ia passando e mais gente ia juntando. Eram grupos e mais grupos, até que a Nação 12, com sua bateria, chegou. Eram quase dez da noite quando a polícia local fechou a rua e abriu um caminho de grades, onde passaram os ônibus com uma linda festa.
Lima Vermelho e Preto
Começava nosso segundo dia em Lima, vendo que o movimento só aumentava mais e mais. Eram centenas de torcedores chegando ã capital peruana. Rubro-negrose palmeirenses ocupavam as ruas, na grande maioria com tranquilidade.
Em finais de torneios como a Libertadores são criados espaços oficiais com entretenimento e ativações dos patrocinadores. Era hora de conhecer a Fan Zone da Final da Libertadores, localizada em Santiago de Surco, um pouco mais distante de quem estavaa em Miraflores.
Foi a nossa ideia e de quase todo mundo porque ao chegar a fila estava muito grande, quase dando a volta no quarteirão. Para alívio de todo mundo, a fila era rápida, lembrando que o acesso da imprensa era por um local diferente.
Lá dentro, muitos estandes de marcas parceiras da competição com atividades para os torcedores aproveitarem, sendo que a maioria era gratuita e valendo brindes. Além disso, a Conmebol fez uma ação de caça a adesivos, onde as pessoas presentes achavam e ganhavam a bola oficial da Final.
A Fan Zone contava, também, com uma praça de alimentação, com diversos tipos de comida variando em cerca de 30 Soles (R$47,69). Era momento de disputa dos cantos entre torcedores de Palmeiras e Flamengo. Na saída, o local definido para a Fan zone atrapalhou a dinâmica, já ficava ao lado de um shopping muito movimentado e com diversos locais fechados. Foi um grande sufoco para achar o Uber e voltar para o Hotel.

A noite, mais um encontro da Torcida do Flamengo no Calle de Las Pizzas, mas bem mais cheio do que no dia anterior e com a presença já de algumas faixas de torcidas organizadas. Uma festa rolou até a madrugada.
A Véspera da Final
Na véspera da partida aconteceram muitos eventos e foi o dia em que o aumento foi mais significativo na cidade.
Na cobertura, era o dia da imprensa acompanhar os 15 primeiros minutos (de prexe) do último treino das equipes antes da Final. De longe, vimos o Flamengo no aquecimento com futmesa, roda de bobinho e o clima descontraído do time, além de uma rápida atividade de agilidade com bola, após isso a imprensa saiu. No treino, o único atleta que não foi a campo foi o Pedro, que foi confirmado que não vai jogar a Final.
Na parte da tarde, sentimos ainda mais o clima da cidade, acompanhando a chegada da equipe no hotel após o treino, com a presença de um bom número de torcedores, que procuravam demonstrar muito carinho e apoio aos atletas, ganhando em troca fotos e autógrafos. Destaque para Jorginho, que ficou por volta de 15 minutos atendendo a galera e foi o último atleta a ir embora.


No fim da tarde, às 16h, foi marcado um “bandeiraço”, em um parque localizado a 40 minutos de caminhada de Miraflores. Foi uma grande festa, o parque ficou lotado de rubro-negros. Com uma vista para o mar e um pôr do sol lindo. Os rubro-negros fizeram muito barulho e a parada para fotografar era programa oficial. Era o registro de momentos que ficarão na memória de todos mundo, inclusive na nossa.

A noite começava e o ritmo continuava alto. Por volta das 19h a galera começou a sair, voltando para o Calle de Las Pizzas, que estava abarrotado. Era difícil andar.
Além disso, neste dia a polícia local colocou grades de acesso, com revistas de mochilas e proibindo a entrada de cerveja no local, fazendo com que muitos torcedores ficassem com suas cervejas espalhados pelo lado de fora da grade. Problema? Nenhum. A festa entrou pela madrugada.
Agora é esperar a hora chegar, mas com a certeza de que cada detalhe, cada história, cada momento de festa vai ficar para sempre na minha vida.