Quando falamos de mascotes de Copa do Mundo, cada pessoa tem sua preferência baseada no gosto pessoal e na memória afetiva. Alguns ficaram marcantes como: o Fuleco, o tatu-bola (Brasil 2014); o Goleo VI, o leão (Alemanha, 2006); o La’eeb, o fantasminha árabe (Qatar, 2022), entre outros. E o da Copa de 2026, você conhece? (Foto: Divulgação da Fifa)
Um Mascote para Cada País-sede
Com o torneio acontecendo em três países, em decisão inédita, cada país terá o seu mascote. O mascote do Canadá é o Maple, um alce; o do México, o Zayu, uma onça-pintada; e o dos Estados Unidos, o Clutch, uma águia. O trio busca simbolizar a diversidade cultural e a união dos países, e cada um deles ganhou uma posição tática no futebol.
O Maple é descrito como um viajante apaixonado pela cultura canadense. O alce percorre as diferentes regiões do país e tem como características a criatividade, a liderança e a resiliência. Dentro de campo, seu papel é o de goleiro, destacando-se pela capacidade de realizar grandes defesas.
A Zayu tem origem nas selvas do sul do México e representa a riqueza natural e cultural do país. A onça-pintada atua como atacante e combina velocidade, habilidade e agilidade. Fora dos gramados, é apresentada como uma personagem conectada à dança, à gastronomia e às tradições mexicanas, servindo como símbolo de celebração e integração cultural.
A Clutch é retratada como aventureira e otimista. A águia está sempre pronta para explorar novas experiências. No futebol, desempenha a função de meio-campista e se destaca pela liderança e pela capacidade de unir pessoas em torno do esporte.
O Simbolismo dos Mascotes
Os mascotes fazem parte de uma tradição das Copas do Mundo desde 1966, representando a cultura e a fauna do país. Nesta edição, a FIFA aposta no trio também como forma de celebrar a união entre as três nações-sede, que recebem as 48 seleções que disputam o Mundial.
Esse simbolismo é importante para reforçar o futebol, o esporte, como um instrumento de união entre os povos e de diversidade cultural. Porém, na prática não é o que estamos vendo até o momento. Vistos negados, delegações revistadas, profissionais da imprensa e da arbitragem e muitos torcedores, especialmente do Irã, tendo dificuldades para entrar nos Estados Unidos devido à política rígida de segurança que o país impôs durante o evento. A sensação que fica é que a ‘Copa de todos’ talvez seja só de alguns.
Os mascotes, de acordo com a FIFA, também terão papel importante na aproximação do torneio com o público jovem. Além de participarem de eventos e ações, Maple, Zayu e Clutch serão os primeiros mascotes de competições da entidade a aparecerem como personagens jogáveis em um videogame licenciado pela FIFA.
Por Paulo Karam, repórter do Blog Fim de Jogo. Edição Patrícia Bernardo.
