Em Busca do Ídolo – US Open 2018

Facebooktwittergoogle_pluspinterest

Quando comecei a me interessar pelo tênis, o Guga estava no auge da carreira. E o maior tenista brasileiro foi a minha inspiração para assistir o esporte e praticar, lá com meus 15-16 anos. Fiz aula, aprendi o básico e parei por um bom tempo. Mas, voltei a ativa em 2015 e passei a acompanhar, também, pela TV. Nessa minha “segunda etapa” passei a assistir o jogos e principalmente os do Roger Federer, que para mim e para muitos amigos, tenistas, jornalistas e todos que se envolvem com tênis, é o melhor jogador de todos os tempos.

Em 2016 tive a chance! Roger vai jogar as Olimpíadas e eu vou conseguir assisti-lo ao vivo. Meu sonho de vê-lo jogar, antes que ele parasse – afinal Federer já está com 37 anos – iria se realizar. Mas, veio a notícia: por conta de uma contusão, Roger não veio para os jogos no Rio.

A Saga: Us Open

Após nos programar, fazer contas e juntar dinheiro, eu e Rachel (minha esposa/namorada/noiva/todososrótulos) decidimos que viajaríamos para Nova York em setembro de 2018, época em que ela conseguia tirar suas férias. E adivinhem o que tem em Nova York em setembro? Um dos torneios mais importantes do tênis: o US Open.

Tudo calculado, viagem comprada, aguardamos os ingressos para o torneio, Federer confirmou a participação, tudo certo! Para quem conhece o tênis, sabe que é muito difícil você fazer uma previsão dos jogos, pois isso tudo depende do ranking do atleta, chave, quem joga de dia e quem joga de noite e uma série de fatores. Como sei que Roger, em qualquer torneio que participa, é o que mais atrai público, comprei para a sessão noturna.

Acompanhamos o início do torneio ainda no Brasil, pois viajamos só no começo de setembro e o US Open havia começado no fim de agosto. Torcemos e torcemos e torcemos. Federer ganhou as duas primeiras e passou para jogar contra o Kyrgios (meio maluco, mas ótimo jogador e muito habilidoso). Tudo perfeito, tudo no esquema. Um jogão desse é óbvio que a organização do torneio vai colocar a noite… #SQN.

Algumas horas antes de embarcar descobri que Roger iria jogar na parte da tarde e eu, é claro, não tinha ingresso. Corre de lá, liga para Rachel, liga para irmão dela (que mora em NY e tinha nos emprestado o cartão para comprar os ingressos). Só nesse tempo, o valor do ticket já havia aumentado 20 dólares. Pois bem, depois de resolver, compramos. Partiu assistir o dia todo de tênis… ah só um detalhe, era no dia que chegaríamos de viagem.

Depois de 10 horas de voo, dormindo pouco, chegamos em NY. Tomamos um café rápido e fomos para o complexo. Enorme, uma estrutura sensacional. Coisa de outro mundo realmente. Para os cariocas, é quase uma Quinta da Boa Vista com quadras de tênis. Dentro do Billie Jean King National Tennis Center comemos e comemos bastante. Depois de ficar uma noite virado, a comida ajudou para nos manter acordado.

A Hora do Jogo

Na parte da tarde, era chegada a hora. Federer entra na quadra, lotada obviamente, joga muito e vence Kyrgios por 3 sets a 0 em uma das suas melhores partidas de 2018, com direito a um pontaço com a bola passando por fora da rede que levou a torcida a loucura. A missão estava cumprida, era o sonho realizado. Afinal, que privilégio viver na mesma era que o melhor tenista de todos os tempos.

Seguimos, com sono, assistimos outros jogadores importantes, como o Djokovic (número 1 do mundo) e Alxander Zverev (atual número 3 do mundo). Depois do primeiro dia, assistimos ainda mais dois dias de muito tênis. E que experiência maravilhosa que é poder estar em um Grand Slam. Com certeza uma lembrança para a vida toda de um apaixonado pelo esporte.

Mas, nem tudo são flores… ou winners. Após vencer Kyrgios com facilidade, Federer entrou em quadra para jogar contra o Australiano John Millman. Teoricamente um adversário mais fraco, mas que na prática não foi. Após vencer o primeiro set, Roger errou muito e acabou perdendo o jogo. Mas tudo bem. Ele pode, acontece. Tive o sentimento de ver a vitória e a derrota do meu ídolo maior do tênis.

Por aqui? Hora de acompanhar o Rio Open, que começa dia 18 de fevereiro. Na memória, as férias inesquecíveis, que aliou a visita à capital do mundo e ainda assistir meu esporte favorito, com meu ídolo em quadra. E é claro, nada disso seria possível se não fosse o apoio e a cumplicidade da Rachel. Foi uma verdadeira maratona de tênis que incluiu alegria, sono, comida, surpresas e a realização de um sonho.

Game, set and match, Roger. E quem sabe, “I’ll see you next year”.

Facebooktwittergoogle_pluspinterest

Post Author: André Dissat

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *